Rede Sustentabilidade pede ao STF suspensão de mudanças na Ficha Limpa
Partido solicita interrupção das alterações na lei até que o Supremo conclua o julgamento sobre a validade das novas regras eleitorais.

A Rede Sustentabilidade protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender as modificações na Lei da Ficha Limpa. O partido busca que as alterações promovidas pelo Congresso Nacional sejam interrompidas até a conclusão do julgamento da Corte sobre a constitucionalidade das novas regras eleitorais.
A solicitação da Rede Sustentabilidade foi direcionada à ministra Cármen Lúcia, relatora do caso. O pedido ocorre após o ministro Gilmar Mendes solicitar vista do processo na quinta-feira, 28, pausando a análise por até 90 dias.
O partido argumenta que a indefinição sobre a validade das mudanças pode gerar incertezas sobre a elegibilidade de candidatos para as eleições de 2026. O objetivo é evitar que um regime jurídico potencialmente inconstitucional continue a produzir efeitos durante a preparação do pleito.
Alterações na Lei da Ficha Limpa
A ação no STF, movida pela Rede, questiona uma lei complementar aprovada pelo Congresso no ano passado. Esta lei modificou a contagem do prazo de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa.
Pela nova regra, o período de inelegibilidade passou a ser contado a partir da condenação, e não mais após o cumprimento da pena. Essa alteração reduz o tempo em que políticos condenados ficam impedidos de disputar eleições.
Votos e Preocupações
Antes do pedido de vista de Gilmar Mendes, as ministras Cármen Lúcia e Luiz Fux votaram pela inconstitucionalidade das mudanças. A relatora Cármen Lúcia afirmou que a alteração do prazo de inelegibilidade "esvazia a proteção constitucional à probidade administrativa e à moralidade", prejudicando o processo eleitoral.
O Instituto Não Aceito Corrupção (Inac) também manifestou preocupação com o adiamento do julgamento. Em nota, o Inac destacou que a interrupção cria insegurança jurídica e pode permitir que candidatos enquadrados como "ficha suja" disputem as próximas eleições.
Roberto Livianu, procurador de Justiça do Ministério Público de São Paulo e presidente do Inac, ressaltou a urgência da decisão. Ele afirmou que o retardamento do julgamento "atravanca a definição constitucional necessária para proteger a integridade do próximo processo eleitoral".
Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial a partir de informações públicas. Fonte original: InfoMoney.
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