O Tesouro Direto, plataforma de investimentos em títulos públicos do governo federal, apresentou nesta segunda-feira (11) o Tesouro Reserva. Essa nova modalidade de aplicação é voltada para investidores que buscam uma alternativa simples e com resgates a qualquer momento, além de oferecer rendimentos previsíveis, atrelados à Selic, a taxa básica de juros do Brasil.
Atualmente, o Tesouro Reserva está disponível apenas para clientes do Banco do Brasil, e a inclusão em outras instituições financeiras dependerá da adesão de cada banco. Para entender qual investimento oferece melhores retornos, a educadora financeira Thaísa Durso, da Rico, realizou uma comparação entre o Tesouro Reserva, CDBs que pagam 100% do CDI, o Tesouro Selic e a poupança.
Os cálculos consideram a Selic em 14,50% ao ano e a tabela regressiva do Imposto de Renda aplicada aos produtos tributáveis. Os resultados mostram que o Tesouro Reserva e o Tesouro Selic estão empatados em termos de rentabilidade, enquanto a poupança apresenta um rendimento significativamente inferior, com uma diferença de R$ 1.255,04 em 10 anos em relação aos títulos do Tesouro.
Durso explica que, apesar da similaridade nos rendimentos, a experiência do investidor varia. O Tesouro Selic pode apresentar oscilações de valor antes do resgate devido à marcação a mercado, enquanto o Tesouro Reserva não sofre esse efeito, proporcionando maior previsibilidade, especialmente para aqueles que precisam de liquidez imediata.
Além disso, os títulos do Tesouro e os CDBs seguem uma tabela regressiva de Imposto de Renda, com alíquotas que vão de 22,5% a 15%, dependendo do tempo de aplicação. O Tesouro Reserva se destaca pela liquidez 24 horas, incluindo fins de semana, e pela possibilidade de resgates via PIX, enquanto o Tesouro Selic oferece liquidez diária em dias úteis.