Juan Pablo Stäger, que começou sua trajetória com malabarismo, fundou uma fábrica de equipamentos circenses que hoje oferece cerca de 80 produtos, com preços variando entre R$ 20 e R$ 2 mil. O negócio, que se destaca pela venda online, projeta um crescimento de 20% até 2026, explorando um nicho pouco abordado no Brasil.
A paixão de Juan pelo malabarismo surgiu quando ele ainda aprendia os primeiros truques e, diante da dificuldade em encontrar equipamentos adequados, decidiu criar os próprios acessórios. Inicialmente, seus produtos eram voltados para uso pessoal e para as aulas que ministrava, mas a demanda cresceu rapidamente, levando-o a se associar a um amigo e ampliar a produção.
O auge do negócio ocorreu com a popularização do diabolô, um brinquedo oriental que conquistou o público. Durante esse período, a empresa chegou a ter 19 funcionários e faturou cerca de R$ 2 milhões anualmente. No entanto, a queda na demanda levou a um acúmulo de estoque, resultando em desafios financeiros.
Após se desvincular da sociedade, Juan recomeçou sua jornada com um investimento de R$ 30 mil, desenvolvendo novos produtos em uma oficina em casa. A decisão de focar no comércio eletrônico, já adotada antes da pandemia, permitiu que o negócio se adaptasse rapidamente às novas condições de mercado.
Além de atender artistas e escolas, a empresa de Juan também colabora com projetos sociais, fornecendo equipamentos para iniciativas que utilizam o circo como ferramenta de transformação. O empreendedor se orgulha de ver crianças utilizando seus produtos em projetos como o Unicirco, no Rio de Janeiro, destacando a importância do circo na formação e desenvolvimento dos jovens.