Na última quinta-feira (5), os principais índices da bolsa de valores de Wall Street sofreram uma queda significativa, impactados especialmente pelas ações de empresas de inteligência artificial (IA). O temor de que a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos resulte em regulamentações mais rigorosas para o setor gerou incertezas sobre o futuro dos investimentos em IA e a expansão dos centros de dados no país.
O Nasdaq Composite, que é voltado para o setor de tecnologia, despencou 5,52%, fechando a 24.315 pontos, marcando a maior queda diária desde abril de 2025. O S&P 500 recuou 4,36%, enquanto o Dow Jones caiu 3,44%. Esse movimento resultou na perda de aproximadamente US$ 3 trilhões (R$ 16,4 trilhões) em valor de mercado das empresas que compõem o S&P 500.
As chamadas “Sete Magníficas”, que incluem gigantes como Nvidia, Meta, Alphabet e Microsoft, perderam cerca de US$ 800 bilhões (R$ 4,4 trilhões) em valor de mercado, um montante superior ao PIB da Suécia. O Nasdaq também entrou em território de correção, acumulando uma queda de quase 12% em relação ao seu pico recente, registrado em 6 de outubro.
O impacto negativo de Wall Street se espalhou pelos mercados globais na sexta-feira (6), com índices europeus e asiáticos também registrando quedas. Na Europa, o índice STOXX 600 caiu 1,80%, enquanto o DAX da Alemanha e o CAC-40 da França recuaram 2,35% e 1,79%, respectivamente.
Na Ásia, a situação foi semelhante, com o Japão e a Coreia do Sul enfrentando perdas significativas, de até 6%. O índice Kospi da Coreia do Sul chegou a despencar 8,8% durante o pregão, acionando um circuit breaker que suspendeu as negociações por 20 minutos. Após a retomada, o índice fechou com uma queda de 6,02%.