Varejo e construtoras recuam forte na B3; exportadoras sobem
Juros futuros e dólar em alta impactam ações de consumo e construção civil, enquanto exportadoras têm ganhos.

O mercado de ações brasileiro registrou forte volatilidade nesta segunda-feira, impulsionado pela alta dos juros futuros e do dólar. O movimento penalizou companhias voltadas à economia doméstica, como varejistas e construtoras, enquanto empresas exportadoras operaram em terreno positivo.
Divisão no Ibovespa
A disparada das taxas de juros futuros e o avanço da moeda norte-americana provocaram uma cisão no comportamento das ações listadas na B3 nesta segunda-feira. O cenário gerou forte aversão ao risco em setores sensíveis ao crédito e à atividade interna, enquanto companhias com receitas atreladas a moedas estrangeiras encontraram sustentação.
Quedas expressivas no setor doméstico
As empresas ligadas ao consumo interno e ao crédito imobiliário figuraram entre as maiores perdas do pregão, acumulando desvalorizações severas:
- Magazine Luiza e Assaí registraram quedas próximas a 50%.
- As construtoras Cyrela e MRV apresentaram retrações superiores a 40%.
Exportadoras operam na contramão
Apesar do recuo generalizado do índice de referência, empresas com receita voltada ao mercado externo conseguiram registrar ganhos, impulsionadas pela valorização cambial. Entre os principais papéis em alta, destacaram-se:
- Suzano
- Vale
- Embraer
- Gerdau
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