Stablecoins: BC e mercado divergem sobre definição legal no Brasil
Projeto de Lei 4.308/2024 busca regulamentar o instrumento, mas Banco Central e associações do setor têm visões opostas sobre sua classificação.

A definição legal das stablecoins no Brasil gera um impasse entre o Banco Central e entidades do setor. A discussão ocorre no contexto do Projeto de Lei **4.308/2024**, que visa estabelecer um marco regulatório para esses ativos digitais.
Divergência sobre Classificação
O Banco Central (BC) defende que as stablecoins sejam classificadas como ativos do mundo real tokenizados. Essa visão as equipara a moedas de emissão privada, sujeitas a um regime regulatório específico.
Posição do Mercado
Em contraste, associações do setor de criptoativos argumentam que as stablecoins devem continuar sendo tratadas como ativos virtuais. Essa classificação implicaria um enquadramento regulatório distinto, possivelmente menos restritivo em alguns aspectos.
Impacto da Definição
A forma como as stablecoins serão legalmente definidas no Brasil pode ter implicações significativas. Aspectos como a competência regulatória, a necessidade de autorização para operação e a incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) podem ser diretamente afetados por essa decisão.
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