
Os Estados Unidos classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Globais Especialmente Designadas (SDGTs). A medida foi anunciada pelo Departamento de Estado americano e entrará em vigor em 5 de junho. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) celebrou a decisão, tratando-a como uma vitória política de sua recente viagem a Washington.
O Departamento de Estado dos EUA designou o PCC e o Comando Vermelho como Terroristas Globais Especialmente Designadas (SDGTs) nesta quinta-feira, 28 de maio. A classificação, que visa combater o crime organizado transnacional, também prevê o enquadramento dos grupos como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs).
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemorou a decisão, que ocorreu dois dias após seu encontro com o ex-presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio na Casa Branca. O senador afirmou ter solicitado pessoalmente a medida durante sua visita a Washington.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Bolsonaro criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), declarando que sua viagem foi mais efetiva no combate ao crime organizado. Ele agradeceu a Trump e Rubio pelo atendimento de seu pedido.
Segundo o governo americano, o PCC e o CV estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil, com redes que se estendem além das fronteiras nacionais. O comunicado do Departamento de Estado destaca que os grupos comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, agentes públicos e civis.
A classificação permite ao governo dos EUA bloquear ativos e restringir qualquer apoio financeiro ou material às organizações. Especialistas indicam que a medida pode ampliar restrições financeiras e migratórias ligadas às facções, além de aumentar o risco jurídico para empresas que operam em áreas sob influência desses grupos.
Nos bastidores do PL, a decisão foi interpretada como um marco político da viagem de Flávio Bolsonaro, demonstrando o alinhamento do bolsonarismo com o trumpismo. Aliados do senador avaliam que a medida fortalece seu discurso de segurança pública e sua interlocução internacional na direita brasileira.
