
Celso Amorim, assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência, manifestou-se contra a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Amorim alertou que tal medida não deve servir de pretexto para uma intervenção americana no Brasil. A decisão, anunciada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, entrará em vigor em 5 de junho.
Em nota divulgada na quinta-feira, 28 de maio, Celso Amorim enfatizou a importância do combate ao crime organizado e a cooperação internacional em áreas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. No entanto, ele ressaltou que “pretexto para intervenção é inaceitável”.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já havia expressado oposição à medida. O presidente Lula se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no dia 7 de maio, buscando desarmar essa e outras ações americanas que poderiam impactar o Brasil.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, informou que o país designou o PCC e o CV como organizações terroristas. Rubio declarou no X (antigo Twitter) que “O Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Sua influência se estende por toda a nossa região e chega ao nosso país”.
Ele acrescentou: “Hoje, designei essas organizações como Organizações Terroristas Estrangeiras e como Terroristas Globais Especialmente Designados”. Rubio concluiu que o governo Trump continuará utilizando todas as ferramentas para proteger os interesses de segurança nacional e negar financiamento a narcoterroristas.
A decisão do Departamento de Estado dos EUA ocorre dois dias após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com Trump. Segundo Bolsonaro, ele solicitou ao presidente americano a classificação do PCC e CV como organizações terroristas, comemorando a medida como um “grande dia”.
