
Companhias aéreas implementam uma regra de segurança que impede a bagagem despachada de viajar sem seu proprietário. Esta prática é uma resposta direta a incidentes históricos, como o atentado de Lockerbie.
A regra que impede a bagagem despachada de seguir viagem sem o passageiro é um protocolo de segurança fundamental na aviação. Caso um viajante despache sua mala e não embarque na aeronave, a companhia aérea tem a prerrogativa de remover a bagagem do voo ou submetê-la a procedimentos adicionais de segurança antes de permitir seu transporte.
Esta política foi amplamente adotada após o atentado de Lockerbie, ocorrido em 21 de dezembro de 1988. Na ocasião, um voo da Pan Am, que partiu de Londres com destino a Nova York, explodiu sobre a cidade escocesa de Lockerbie, resultando na morte de 270 pessoas.
Investigações revelaram que a bomba estava em uma mala que foi despachada por um passageiro que não embarcou no voo. O incidente levou a uma revisão global dos protocolos de segurança aérea, culminando na implementação da regra de que a bagagem só pode viajar se o passageiro correspondente estiver a bordo.