
A principal coalizão opositora da Venezuela, liderada por María Corina Machado e Edmundo González Urrutia, propôs em 28 de maio um acordo político com o governo interino de Delcy Rodríguez. A iniciativa visa uma transição democrática no país, com acompanhamento dos Estados Unidos. A proposta foi formalizada no “Manifesto do Panamá”.
A oposição venezuelana busca a realização de eleições presidenciais “livres, transparentes e soberanas”, sob observação internacional. O documento também defende a renovação do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), atualmente sob influência do chavismo, e a definição de um cronograma eleitoral com regras verificáveis.
### Exigências para o Acordo
O “Manifesto do Panamá” estabelece uma série de exigências para o avanço do processo, incluindo:
### Construção de um Acordo Nacional
A proposta prevê a construção de um acordo nacional com participação de diversos setores, como partidos, sindicatos, universidades e setores produtivos. O objetivo é garantir a estabilidade institucional e a recuperação econômica da Venezuela.
### Apoio Internacional e Fases da Transição
Segundo o grupo opositor, a negociação deve ocorrer com apoio de aliados internacionais. O modelo proposto é dividido em fases, que incluem estabilização, recuperação institucional e transição democrática. María Corina Machado afirmou que a iniciativa busca estabelecer condições mínimas para uma disputa eleitoral legítima, com garantias de segurança, ampla participação política e supervisão internacional.